E aà que domingo (24 de Abril) foi aniversário do blog, e eu tava doente demais pra comemorar. MAAS agora eu tô melhor e finalmente posso comemorar os 4 anos de blog! Tô tão feliz, nem parece que já faz 4 anos que escrevo aqui. Tanta coisa aconteceu nesses quatro anos que fica até difÃcil falar sobre isso.
Pra começar, criei o blog pra falar dos livros que eu lia. E no inÃcio era apenas isso, mas tanta coisa mudou, eu mudei, minha vida mudou, o blog mudou também... Conheci muita gente legal. Algumas pessoas ainda mantenho contato, outras seguiram caminhos diferentes, mas todas as amizades valeram muito a pena. Escrevi muito (são quase 400 posts, e não vejo a hora de chegar nos 1000!). Aprendi muita coisa nova, li vários autores diferentes, comecei vários projetos legais e fiz muita coisa que eu não faria se não tivesse esse blog! São quatro anos de muita alegria!
E... caramba, são quatro anos, quatro!!! Não vou mentir e dizer que nunca passei uns perrengues com o blog, já passei sim. E sinceramente, nunca pensei que manteria o blog de pé por tanto tempo. Lógico que já pensei em desistir várias vezes, tem épocas que fico meio sumida, mas vira e meche volto pra cá, não consigo ficar longe da blogosfera! *--*
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| Uhuuuulllll! 4 anos!! o// Já virou tradição comemorar com gifs |
Gente, não consigo escrever, só sentir! Estou relendo o post de 1 ano de blog e ao mesmo tempo em que parece que foi ontem, parece que foi há mil anos atrás! O 31 de Março tinha outro nome, quem lembra? Devia mesmo é ter feito um bolo, pra comemorar com estilo fica pro ano que vem
E é claro, não posso deixar de agradecer a você, leitor@, que comenta, que visita, que dá seu apoio e carinho e mantém esse blog de pé. SIIM! Esse espaço não existiria sem você! Cada comentário, casa visita, cada sugestão, cada like, enfim, cada interação enche esse espaço de vida e meu coração de alegria. Obrigada pelo carinho! ♥
Feliz aniversário 31 de Março!!!
Quando eu resolvi colocar o nome do blog de 31 de Março, ficava me perguntando como seria no dia 31 de Março. E eis que o dia chegou, e eu não achei nada demais. Pensei que acharia engraçado fazer um post nesse dia, ou estranho, mas estou escrevendo normalmente. Pra mim, existem dois 31 de Marços, a data e o blog, e eu tenho uma imagem diferente deles na minha cabeça. Às vezes até me esqueço que é uma data!
Falei um pouquinho mais sobre essa data quando inaugurei o 31 de Março, mas o nome vem porque hoje é meu aniversário. Legal, né? Tenho 20 anos agora. Duas décadas. Uau! Essa semana foi super corrida na minha vida, então não tive muito tempo pra pensar nisso. Agora que consegui finalmente sentar, sinto como se eu tivesse corrido mesmo uma maratona. E é só. haha' sério.
Juro que pensei que ia fazer textão falando sobre isso, ou falar sobre algo que aprendi nesses meus 20 anos de vida, comemorar ou me comprar um presente ou algo assim, mas nem fiz. Tô feliz hoje, por coisas que aconteceram, mas não é uma felicidade do tipo que você grita, é mais uma felicidade relacionada a estar em paz. E eu tô bem assim.
Mesmo assim queria deixar meu aniversário registrado no blog. Antes de finalizar, gostaria de lançar um desafio, você consegue ver quantos "31 de Março" aparece nesse post? hehehe'
- Fato número 1: Eu li todos os comentários do post passado (obrigada pelo apoio!). Mas não respondi ainda.
- Fato número 2: No fim das contas, nós somos feitos de fases.
Andei pensando muito no destino que daria a esse blog nas últimas semanas. Pensei mesmo. Tava com medo de que se pensasse demais, desistiria. Mas me forcei a pensar. E eu cheguei a conclusão que não posso desistir assim, do nada. Eu sei que quase não vou ter tempo, nem mesmo paciência, pra elaborar um post super completo com fotos e textos, links e sei lá mais o que (nem mesmo meu computador aguenta, só posso abrir um programa de cada vez). Sei que é provável que o blog fique com esse ar de abandonado durante muito tempo, e que eu venha aqui postar uma coisa ou outra. Mas que seja! Eu criei esse blog porque me fazia bem escrever e falar dos meus livros, e isso continua acontecendo. Mesmo que eu poste uma vez por mês. Talvez não.
Pra falar a verdade, às vezes eu acho que tudo é uma grande perda de tempo. Fico tão preocupada em fazer algo de importante que acabo tirando a importância das coisas. E não faço nada. Eu sei disso. Passo muito tempo observando a mim e meu comportamento e geralmente sei exatamente onde está meu erro. E continuo errando. Mas eu quero mudar, sabe, mudar de verdade. Dizem que querer mudar já é mais de 50% do processo de mudança. Espero que seja verdade, acredito nisso. Assim, eu mais ou menos já mudei pela metade.
Resumindo o que pensei nos meus últimos dias, estou tentando dar mais importância as coisas sem importância. Esse é o tipo de conclusão que acho que só eu consigo chegar. De qualquer forma, estou tentando me engajar nos meus projetos, sem deixar aquilo que acho importante de lado. Tenho tempo livre, só não tenho vontade. E é isso que eu preciso mudar. Estou quase fazendo uma lista, sinceramente. Escrever me ajuda bastante com tudo isso, à s vezes, até esqueço que outras pessoas vão ler. Mas é assim que eu me organizo. Ler outra opinião também ajuda. A maioria das pessoas, hoje em dia, não tem paciência pra escutar. Te interrompem pra dizer o que acham, e logo em seguida começam a falar da vida delas, antes mesmo de você terminar. Fazer o que, também faço isso. TerÃamos mil problemas a menos se soubéssemos ouvir. Mas enquanto isso não acontece, eu vou escrevendo. Gosto de deixar registrado também, ninguém se lembra do que pensou há dez anos atrás, mas você sempre pode ler o que escreveu. Essa é a parte mais legal.
Afinal, é isso. Agradeço muito a quem acompanha esse processo com a maior paciência do mundo. Sério, vocês tornam meus dias melhores ♥
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| Já conferiu nosso post sobre Da Vinci's Demons? Vale a pena ler! |
Pra não ficar muito tempo distante do blog, resolvi escrever esse post, um pouco corrido, um pouco com cara de "vou postar só para não ficar parado" mas nem por isso menos importante ou menos sincero. Quando decidi voltar para a blogosfera em julho do ano passado, sabia que ia ser muito difÃcil manter o blog atualizado juntamente com tudo o que ia acontecendo na minha vida. Tive vários amigos blogueiros que sumiram depois de começar a faculdade e eu não queria que acontecesse comigo, sempre gostei de escrever e manter o blog sempre foi algo que me trouxe muita paz e tranquilidade. Mas não é fácil. Minha frequência de posts começou a cair depois que comecei a faculdade, sendo que parou completamente nos meus dois primeiros anos. Fiquei dezembro todo me preparando para conseguir me organizar e ter tempo para continuar escrevendo no blog mesmo durante as aulas, mas como eu disse, não é tão fácil. Não é só a falta de tempo. Tem dias que eu chego em casa e tenho o dia todo livre, mas prefiro ficar no twitter ou dormindo do que ligar o computador para fazer alguma coisa. Não é que não quero blogar. É estranho, é como se aqui eu não conseguisse escrever. Acho que já expliquei umas mil vezes que passo a semana fora e volto nos fins de semana para a casa dos meus pais, mas vou repetir, para mim mesma. Sinto falta da minha casa. Não estou dizendo que sinto falta da minha famÃlia, da minha cidade ou amigos que ficaram por lá. Eu literalmente sinto falta da casa. Sinto falta do meu canto escuro e frio onde posso escrever sem ninguém me interrompendo. Sinto falta do barulhos das galinhas e dos cachorros dos vizinhos. Sinto falta daquele jeito de roça que só um bairro pequeno de uma cidade pequena tem. Sinto falta da familiaridade daquele lugar.
E isso reflete na minha capacidade de escrever. Fico inquieta o dia todo e não tenho muita paciência pra sentar e escrever uma resenha. Esse post já foi fruto de muito esforço e força de vontade. Não tenho muita paciência para ler e até minha steam fica abandonada no perÃodo letivo. E a solução não é ir para casa, mesmo que eu sinto falta de lá. Quando chego, acontece o mesmo, com a diferença que em casa eu me sinto muito mais descansada - e até tenho ideias do que poderia postar, escrever ou ler, mesmo que dificilmente coloque em prática. Explicando de uma forma meio estranha, é como se de repente estar em aula me colocasse em um modo onde nada mais importasse, a não ser os estudos. E eu fico estagnada no inÃcio do perÃodo, quando não temos nada para fazer. O que é absurdo porque é justamente só me importar com os estudos o que me leva a muita ansiedade e desespero alguns meses antes das férias, quando minha mente está sobrecarregada de tanta coisa e tudo que eu quero é assistir uma série e relaxar.
Será que desenvolvi um padrão? Cinco meses só pensando em estudar, pra um ou dois meses de descanso e descaso com os estudos? Wow, péssimo padrão. Quero começar minha terapia, mas me recuso a sair de casa nesse calor que faz aqui em JF. Pra qualquer lugar que eu tenha que ir tenho que andar no mÃnimo meia hora a pé (andar a pé >>>> all), e ainda não entendi os ônibus. Às vezes sinto que possa entrar em um ônibus e parar em um canto da cidade completamente desconhecido e estranho, e ficar perdida pra sempre (muito exagerado, né). Enquanto eu não resolvo esses problemas bobos, não começo minha terapia e não encontro a energia para postar, escrevo por escrever no blog. No fim das contas, são posts como esse que acabam sendo aqueles que me lembro no fim do ano, então me permito escrever mais um, mesmo ficando sem sentido, mesmo perdendo a linha de pensamento na metade, mesmo que eu vá dormir depois de escrever porque não tenho nada melhor pra fazer.
Será que desenvolvi um padrão? Cinco meses só pensando em estudar, pra um ou dois meses de descanso e descaso com os estudos? Wow, péssimo padrão. Quero começar minha terapia, mas me recuso a sair de casa nesse calor que faz aqui em JF. Pra qualquer lugar que eu tenha que ir tenho que andar no mÃnimo meia hora a pé (andar a pé >>>> all), e ainda não entendi os ônibus. Às vezes sinto que possa entrar em um ônibus e parar em um canto da cidade completamente desconhecido e estranho, e ficar perdida pra sempre (muito exagerado, né). Enquanto eu não resolvo esses problemas bobos, não começo minha terapia e não encontro a energia para postar, escrevo por escrever no blog. No fim das contas, são posts como esse que acabam sendo aqueles que me lembro no fim do ano, então me permito escrever mais um, mesmo ficando sem sentido, mesmo perdendo a linha de pensamento na metade, mesmo que eu vá dormir depois de escrever porque não tenho nada melhor pra fazer.
Acho interessante quando um livro te desperta um questionamento, lá no fundo, e de repente você se sente como se tivessem lhe aberto os olhos, colocando um pouquinho de luz no seu caminho. Meu professor de Sociologia indica e gosta muito de um autor chamado Zygmund Bauman, e vive nos mostrando vÃdeos e trechos de capÃtulos de livros desse gênio. Quando me deparei com as ideias dele, fiquei logo encantada, e procurei um livro do autor na biblioteca da faculdade. Infelizmente não tinha o livro que eu procurava, que era Modernidade LÃquida, mas me contentei em pegar outro, chamado O mal estar na Pós modernidade. Não terminei de ler o livro, estava cansada e o prazo de devolução se estendendo, então acabei devolvendo o livro sem terminar a leitura. Na verdade, cheguei a ler, no máximo, uns três capÃtulos. Mas valeram a pena.
Um dos três capÃtulos (e aqui posso cometer algum engano, porque minha memória não é perfeita) trata-se do conceito de pureza, puro, impuro, sujo, limpo, e em como tudo isso é influenciado pelo contexto. Um belo exemplo que o autor usou é o do sapato engraxado, que, brilhando, no seu pé, pode ser considerado limpo e belo, enquanto que se ele estiver na mesa de jantar, ele vai ser considerado sujo e nojento. O mesmo acontece com um omelete, pode parecer maravilhoso, limpo e bonito no seu prato, uma coisa deliciosa para comer, mas sujo se estiver no seu travesseiro, uma mancha nojenta que deve ser lavada.
A partir daÃ, é fácil levar essa ideia para qualquer coisa na nossa vida: damos valores as coisas de acordo com o lugar em que ocupam, fora de contexto, as coisas são apenas o que são. Um sapato é apenas um sapato, o que o torna bonito, feio, limpo ou sujo, depende do contexto em que está, do ponto de vista de quem está olhando. Sempre que me pego com nojo de algo, me pergunto onde, aquilo que estou com nojo, não seria nojento. Na maioria das vezes, percebo que o nojo está em mim, não na coisa em si.
Quando li isso (depois pareceu até óbvio) me senti como se estivesse enxergando com mais clareza, ainda que muito mÃope. Mesmo não tendo lido o livro todo, só esses capÃtulos já foram o suficiente. É claro que não é tarde para pegar o livro novamente e tentar ler até o fim, a biblioteca ainda está lá.
E para quem se interessou pelo autor, vou deixar um vÃdeo dele que gostei muito (ele é um senhor muito fofo), que fala sobre a modernidade lÃquida. Vale muito a pena ver, principalmente a parte em que ele fala sobre o Facebook e os laços humanos ;)
Olá pessoal! Aproveitando o tempinho livre, vim aqui desejar Feliz Natal para vocês! Espero que todos tenham um excelente Natal, cheio de alegria e paz, e que aproveitem bem o feriado! Também aproveito para agradecer por acompanharem o blog durante esse ano, pelos comentários, carinho e amor que me deram. ♥
Feliz Natal gente linda!










